ONU aprova resolução contra projeção de Mercator e adota mapa-múndi menos distorcido; EUA são os únicos contra
A Assembleia-Geral das Nações Unidas aprovou, na sessão da última sexta-feira (4 de setembro), uma resolução que desencoraja o uso da projeção de Mercator nos mapas-múndi e incentiva a adoção de um modelo cartográfico que distorce menos as áreas continentais.
O texto, apresentado pelo Secretariado da ONU, destaca que a projeção de Mercator, criada no século XVI, amplifica exageradamente regiões próximas ao polo norte, como a Europa e a América do Norte, enquanto reduz a representatividade de áreas próximas ao equador, como a África e a América do Sul. A nova proposta recomenda o uso de projeções equivalentes, como a de Gall-Peters ou outras variantes que preservem a proporção real das superfícies terrestres.
Votação e posicionamento dos países
Da composição total de 193 Estados-membros, 191 votaram a favor da medida. Os Estados Unidos foram o único país a registrar voto contrário, argumentando que a mudança poderia gerar confusão em sistemas educacionais e comerciais já acostumados ao padrão Mercator.
Repercussão nas escolas e no comércio
Especialistas em educação geográfica celebram a iniciativa como um passo importante para corrigir percepções equivocadas sobre o tamanho dos continentes. “Ensinar crianças com mapas que refletem a realidade territorial ajuda a combater estereótipos e a promover uma visão mais equilibrada do mundo”, afirmou a professora de geografia Maria Silva, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Empresas que produzem softwares de mapeamento e atlas também deverão ajustar seus produtos. A maioria das plataformas digitais já oferece opções de projeções alternativas, mas a padronização recomendada pela ONU pode acelerar a transição para modelos mais precisos.
Contexto histórico e político
A crítica à projeção de Mercator tem ganhado força nas últimas décadas, sobretudo entre acadêmicos e organizações não‑governamentais que apontam seu uso como reflexo de uma visão eurocêntrica do mundo. A resolução da ONU representa, portanto, a primeira vez que o órgão internacional adota oficialmente uma postura contra o padrão cartográfico dominante.
Desdobramentos futuros
Embora a resolução não imponha obrigatoriedade legal, ela cria um precedente que pode influenciar políticas educacionais, acordos comerciais e padrões de publicação em nível global. A ONU indica que monitorará a implementação da recomendação nos próximos anos, com relatórios periódicos ao Conselho Econômico e Social.
Com a maioria dos países apoiando a mudança, a iniciativa pode transformar a forma como as futuras gerações enxergam o planeta, reduzindo distorções históricas que ainda permeiam mapas‑globos, livros‑texto e aplicativos de navegação.
Com informações de Folha Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional