Economia

Fed mantém juros dos EUA parados pela quinta vez seguida e Kevin Warsh enfrenta racha interno

O Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, decidiu manter os juros americanos parados pela quinta reunião consecutiva, mesmo com a inflação ainda pressionada, situação que explica por que o mercado financeiro global, e por tabela o Brasil, segue de olho em toda decisão do Fed sobre juros. A taxa foi mantida ao redor de 3,6% ao ano, em meio a uma rara divisão interna, já que três dirigentes votaram abertamente a favor de uma alta imediata.

Por que o Fed decidiu não mexer nos juros americanos

A decisão foi tomada após dois dias de reuniões do comitê responsável pela política monetária, que preferiu a cautela mesmo com parte do mercado apostando em uma alta de um quarto de ponto percentual. Para o consumidor americano, a notícia não traz alívio imediato: os juros do cartão de crédito seguem perto de 20% ao ano e as taxas de financiamento imobiliário estão nas máximas desde agosto do ano passado. A inflação nos Estados Unidos segue acima da meta de 2% há mais de cinco anos, pressionada pela guerra no Irã, que elevou o preço da energia, pelos gastos bilionários das big techs em inteligência artificial, que encareceram chips e eletricidade, e pelas tarifas comerciais impostas pelo governo Trump.

A rachadura dentro do banco central americano

Três dirigentes regionais do Fed committee, Beth Hammack, do Fed de Cleveland, Neel Kashkari, do Fed de Minneapolis, e Lorie Logan, do Fed do Texas, defenderam publicamente um aumento imediato da taxa básica de juros, evidenciando uma divisão incomum dentro da instituição. O presidente do Fed, Kevin Warsh, indicado pelo governo Trump, minimizou o desconforto e afirmou que pediu um “bom debate em família” na reunião, sinalizando que o banco central ainda não considera vencida a batalha contra a inflação. Analistas de mercado já precificam uma chance de cerca de 55% de uma nova alta de juros em setembro.

O que a decisão do Fed muda para o bolso do brasileiro

A manutenção dos juros americanos tem efeito direto sobre a economia brasileira: o rendimento dos títulos do Tesouro americano de dez anos subiu de 4,50% para 4,64% nas últimas semanas, movimento que tende a fortalecer o dólar e pressionar moedas de países emergentes, entre elas o real. Na prática, isso pode encarecer importações, elevar o custo de dívidas em dólar e influenciar decisões de investimento estrangeiro no Brasil. O presidente Donald Trump, que já pressionou o Fed por juros mais baixos, voltou a elogiar publicamente Kevin Warsh, mesmo reconhecendo que o colegiado do banco central resiste a uma queda mais rápida das taxas.

Com informações da Bloomberg.

Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.

— Maickel Katz

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