Plano Brasileiro de Inteligência Artificial prevê R$ 23 bilhões de investimento até 2028
O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), também chamado de “IA para o Bem de Todos”, prevê um investimento total de R$ 23,03 bilhões entre 2024 e 2028 para posicionar o país na corrida global pela inteligência artificial. O tema voltou ao centro do debate após o AI Summit Brasil, realizado nos dias 22 e 23 de julho, em São Paulo, no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que reuniu especialistas para discutir os rumos da tecnologia no país.
Os cinco eixos do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial
Elaborado sob coordenação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o PBIA organiza suas ações estruturantes em cinco eixos. O Eixo 1, voltado à infraestrutura e ao desenvolvimento de IA, concentra R$ 5,79 bilhões, o equivalente a 25,2% dos investimentos estruturantes. Já o Eixo 4, dedicado à IA para inovação empresarial, é o que recebe o maior aporte, com R$ 13,79 bilhões. Completam a lista o Eixo 2 (difusão, formação e capacitação em IA, com R$ 1,15 bilhão), o Eixo 3 (IA para melhoria dos serviços públicos, com R$ 1,76 bilhão) e o Eixo 5, focado no apoio ao processo regulatório e de governança da inteligência artificial no país.
Do total previsto, 98,1% do orçamento é destinado a ações estruturantes de longo prazo, enquanto 1,9% fica reservado a iniciativas de impacto imediato, pensadas para gerar resultados mais rápidos em áreas prioritárias.
Investimento em inteligência artificial no Brasil e desafios de execução
Apesar do volume de recursos anunciado, entidades ligadas ao setor produtivo têm alertado que o plano precisa de ajustes para que a execução seja de fato factível, sobretudo diante do desafio de coordenar iniciativas entre diferentes ministérios, estados e o setor privado. Ainda assim, o PBIA é visto como um marco relevante para dar ao Brasil uma política de inteligência artificial mais soberana, em um momento em que o setor global de IA deve ultrapassar a marca de US$ 900 bilhões ainda em 2026.
O debate sobre regulamentação também ganha força no país, com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) servindo de base para novas propostas específicas sobre o uso de inteligência artificial, tema que deve avançar no Congresso nos próximos meses.
Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Conteúdo redigido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial de Maickel Katz.
— Maickel Katz