Caiado promete acabar com aprovação automática na educação se eleito presidente
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou durante sabatina da CBN, Valor Econômico e O Globo nesta quarta-feira que extinguirá a aprovação automática no sistema de ensino caso seja eleito. Para o candidato, a progressão de estudantes deve ser baseada em desempenho acadêmico, não em critérios etários.
Ao comentar sua gestão à frente do governo de Goiás, Caiado reiterou que sua administração não permite que alunos avancem de ano apenas por idade. “O que o Estado, eu não autorizo passar de ano por questões cronológicas de idade. Passa adiante quem tem nota”, disse, explicando que a promoção deve ocorrer por “proficiência, resultado e nota”.
Divergência com modelo nacional
Atualmente, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional autoriza a adoção da progressão automática, embora a implementação seja decisão de cada estado. Goiás está entre os que não utilizam esse sistema. No modelo, o aluno não fica reprovado ano a ano, mas pode enfrentar retenção ao final de ciclos se não demonstrar desempenho satisfatório.
Caiado considera a aprovação automática um “falso positivo” na educação brasileira e aponta que o modelo atual prejudica a qualidade do aprendizado. “Esse critério não pode prevalecer. Pode prevalecer por proficiência, por resultado e por nota”, afirmou.
Economia: ajuste sem detalhar cortes
Na área econômica, Caiado reafirmou seu compromisso com o ajuste nas contas públicas e mencionou possibilidades de revisão de incentivos fiscais, redução da máquina pública, fechamento de estatais e mudanças nas emendas impositivas. No entanto, evitou especificar quais setores sofreriam cortes.
Quando questionado sobre detalhes, Caiado comparou a situação a um diagnóstico médico. “Sem examinar o paciente, eu não posso dizer”, respondeu, classificando como “irresponsável” antecipar quais benefícios seriam eliminados antes de assumir o cargo.
Limite de gastos e Previdência
O candidato propôs estabelecer um teto para o crescimento das despesas, corrigindo os gastos pela inflação e adicionando apenas 50% do crescimento do PIB do ano anterior. A partir dessa margem, o governo teria que priorizar despesas ou realizar cortes necessários.
Sobre a Previdência, Caiado descartou uma nova reforma no início de um eventual governo e prometeu não mexer em direitos já adquiridos. Segundo ele, qualquer mudança no regime atual não alteraria o equilíbrio fiscal e, portanto, seria evitável no curto prazo. “A reforma da Previdência será tratada no momento em que nós primeiro limparmos a casa”, afirmou.
Com informações de G1 Política.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional