Trump anuncia tarifas de 50% sobre importações canadenses a partir de janeiro de 2027
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (24) que as tarifas sobre veículos, autopeças e aço importados do Canadá subirão para 50% a partir de 1º de janeiro de 2027. A medida integra uma escalada de tensões comerciais entre os dois países após o fracasso de negociações na semana anterior.
Em postagem na rede Truth Social, Trump acusou o Canadá de “explorar os Estados Unidos há anos” e criticou as políticas tarifárias canadenses sobre produtos agrícolas americanos. Segundo o presidente, o déficit comercial entre os países chega a US$ 60 bilhões, situação que descreveu como insustentável.
Alvo das novas tarifas
A nova tarifa de 50% abrangerá todos os carros, caminhões, autopeças e aço importados do Canadá. Trump ressaltou que produtos fabricados nos Estados Unidos não estarão sujeitos às tarifas, apresentando a medida como incentivo à produção doméstica americana. “Produza nos EUA e não haverá tarifas”, afirmou.
Crítica à relação comercial
Trump duriu o discurso contra o Canadá, declarando que o país não será mais tratado como um Estado pelos EUA em matérias comerciais e outras. Segundo o presidente, os canadenses “se acham no direito de tudo”, mas os Estados Unidos não precisam do país vizinho. O presidente alegou que 95% dos negócios canadenses são realizados com os EUA, enquanto a relação comercial inversa não apresentaria a mesma dependência.
Resposta canadense
O primeiro-ministro canadense Mark Carney afirmou não se surpreender com as ameaças tarifárias, mantendo a posição de que um acordo mutuamente benéfico ainda é possível. No sábado, o Canadá anunciou tarifas de retaliação de 50% sobre produtos americanos, com entrada em vigor na segunda semana de setembro.
Negociações fracassadas
As tensões escalaram após negociações comerciais que chegaram perto de um acordo. Na terça-feira anterior, Trump havia suspendido temporariamente as tarifas alegando avanços preliminares. As conversas naufragaram na sexta-feira (21), levando à aplicação imediata das tarifas americanas sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em produtos canadenses.
Carrey rejeitou as propostas americanas, argumentando que Washington exigia demais e oferecia pouco. O primeiro-ministro canadense apontou que os EUA tentaram incluir cláusulas limitando futuros acordos comerciais do Canadá com outros parceiros. Temas como tarifas sobre automóveis, aço, alumínio, acesso ao mercado de leite, aves e ovos, além de propriedade intelectual e preços de medicamentos, permaneceram como pontos de atrito.
Vulnerabilidade canadense
O Canadá enfrenta pressão particular nesta disputa, considerando que aproximadamente 70% de suas exportações têm como destino o mercado americano. A escalada coloca em risco o futuro do acordo comercial entre Estados Unidos, Canadá e México, afetando significativamente a economia canadense.
Com informações de G1 Mundo.
Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.
— Redação Gazeta Nacional