Cultura/Entretenimento

Kleiton, Kledir e Vitor Ramil fazem primeiro show em trio no Vivo Rio

Os irmãos gaúchos Kleiton, Kledir e Vitor Ramil subiram ao palco juntos pela primeira vez em formato de trio na noite de 22 de agosto na casa de shows Vivo Rio, no Rio de Janeiro. O espetáculo marcou a passagem da turnê pela capital carioca, meses antes do lançamento de um álbum audiovisual gravado em Porto Alegre, previsto para ser divulgado entre fim de setembro e início de outubro pela gravadora Biscoito Fino.

A apresentação reuniu no mesmo espaço cênico os três membros mais conhecidos da dinastia musical dos Ramil, família de Pelotas (RS) que já protagonizou projetos coletivos como “Casa Ramil” em 2018, quando reúne pais, filhos, tios e sobrinhos. Desta vez, o foco recaiu exclusivamente sobre os irmãos, explorando as diferenças e complementaridades de suas trajetórias artísticas.

Trajetórias distintas

Kleiton e Kledir formaram dupla que ganhou projeção a partir de 1979, tornando-se fenômeno pop durante a primeira metade dos anos 1980. Com raízes na música gaúcha mas sem reverberações folclóricas, os irmãos conquistaram audiência em todo o Brasil e até mesmo admiração de nomes da MPB como Simone. Vitor, o caçula, seguiu caminho mais periférico e poético, construindo uma obra singular ligada à fictícia Satolep — anagrama de Pelotas — dentro de uma estética do frio que incorpora milongas e composições introspectivas.

Harmonias e contraste

O show de 17 faixas compilou o essencial do cancioneiro dos três a partir de uma proposta que evidenciava a interação entre o som extrovertido da dupla e o universo interiorizado de Vitor. Momentos como “Loucos de cara”, composição de Vitor de 1987, ganharam nova dimensão com os dois irmãos mais velhos entrando em seu universo poético. Na contramão, músicas como “Fonte da saudade” e “Nem pensar” reforçaram os sucessos que marcaram época.

Arranjos e momentos de ápice

Os arranjos privilegiaram harmonizações das vozes sobre cordas de violões, guitarras e violino — este último tocado por Kleiton em determinados números. Uma abordagem de “Vira virou”, composição solo de Kleiton de 1980 com ares portugueses, extraiu um dos momentos mais altos do espetáculo. O tema instrumental “Couvert artístico” abriu o roteiro conforme a tradição dos shows da dupla.

Memória e afeto

Projeções de fotos da família nos telões e direção de luz de Marcelo Linhares emolduraram o cenário, apoiando números que giravam em torno de memórias familiares, como “Roda de chimarrão” e “Deixando o pago”. Kledir e Vitor trocaram provocações que arrancaram risos da plateia, enquanto Kleiton manteve postura mais discreta mas sempre presente em cena.

O show encerrou com “Deu pra ti”, hit da dupla Kleiton & Kledir de 1981 que fechou a noite de forma infalível, ainda que parte da audiência tenha saído frustrada pela ausência de “Maria Fumaça”, primeira música da dupla lançada em 1979.

Com informações de G1 Pop & Arte.

Conteúdo produzido com apoio de inteligência artificial, com curadoria editorial da Gazeta Nacional.

— Redação Gazeta Nacional

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